Dengue: riscos da doença e o papel da vacina na prevenção

Dengue é desafio no RJ e ES. Saiba como a vacina complementa o combate ao mosquito e ajuda a prevenir formas graves da doença.

A dengue é uma doença infecciosa que continua sendo um grande desafio de saúde pública no Brasil, especialmente nos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, onde fatores climáticos favorecem a proliferação do mosquito transmissor.

Embora o combate ao mosquito Aedes aegypti seja fundamental, ele não é suficiente sozinho. Nesse contexto, a vacina contra a dengue surge como uma importante aliada na prevenção da doença, atuando como complemento às medidas tradicionais.

Vídeo: Médico explica o papel da vacina contra a dengue

YouTube video

No vídeo acima, o Dr. Lauro esclarece os principais pontos sobre a dengue, incluindo cuidados, prevenção, vacinação e orientações gerais para reduzir os riscos da doença.

O que é a dengue e como ocorre a transmissão

A dengue é causada por um vírus transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti, que se desenvolve principalmente em locais com água parada.

A infecção pode ocorrer em qualquer época do ano, mas os casos tendem a aumentar nos períodos mais quentes e chuvosos, comuns no RJ e no ES.

Existem quatro sorotipos do vírus da dengue, o que significa que uma pessoa pode ter a doença mais de uma vez ao longo da vida.

Quais são os sintomas da dengue

Os sintomas mais comuns da dengue incluem:

  • Febre alta
  • Dor de cabeça e dor atrás dos olhos
  • Dores musculares e articulares
  • Cansaço intenso
  • Náuseas e vômitos

Em alguns casos, a doença pode evoluir para formas mais graves, com risco de complicações como desidratação, sangramentos e comprometimento de órgãos.

Além disso, infecções repetidas por diferentes sorotipos podem aumentar o risco de quadros mais severos.

Prevenção da dengue: o que realmente funciona

As ações tradicionais de prevenção continuam sendo essenciais, como:

  • Evitar água parada em recipientes
  • Manter caixas d’água bem vedadas
  • Limpar calhas e ralos regularmente
  • Usar repelentes, quando indicado

No entanto, mesmo com esses cuidados, o risco de exposição ao mosquito permanece, especialmente em áreas urbanas densas. Por isso, a prevenção precisa ser combinada com outras estratégias de proteção.

Vacina contra a dengue: como ela ajuda na prevenção

A vacina contra a dengue atua estimulando o sistema imunológico a se defender contra o vírus, reduzindo o risco de infecção e, principalmente, de formas mais graves da doença.

Ela não substitui os cuidados ambientais, mas funciona como uma camada adicional de proteção, especialmente importante em regiões com alta circulação do vírus, como o Rio de Janeiro e o Espírito Santo.

Quem pode tomar a vacina da dengue

A indicação da vacina contra a dengue depende de fatores como:

  • Faixa etária
  • Avaliação médica individual

Por isso, é fundamental que a decisão pela vacinação seja feita com orientação de um profissional de saúde, que poderá avaliar cada caso de forma adequada e segura.

A vacina contra a dengue é segura?

As vacinas disponíveis passaram por estudos rigorosos de segurança e eficácia antes de serem aprovadas para uso.

Como qualquer imunização, podem ocorrer reações leves e temporárias, que devem ser sempre acompanhadas por um profissional de saúde. Buscar informação em fontes confiáveis e seguir orientação médica são passos essenciais para uma vacinação segura.

Informação e prevenção fazem a diferença

A dengue é uma doença séria, com potencial de complicações, especialmente em regiões como o Rio de Janeiro e o Espírito Santo.

A prevenção continua sendo o melhor caminho — e a vacina contra a dengue representa um avanço importante nesse cuidado, atuando como complemento às medidas tradicionais de combate ao mosquito.

Informação, prevenção e acompanhamento médico são fundamentais para reduzir os impactos da dengue na saúde da população.

5/5 - (1 voto)
Compartilhe esse conteúdo
Avatar photo
Dr. Lauro Ferreira Pinto

Infectologista e Doutor em Doenças Infecciosas pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). É professor da Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória (EMESCAM) e membro da Comissão de Calendários da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM).

Também integra a Comissão de Eventos Adversos Pós-Vacinação da Secretaria da Saúde do Espírito Santo (SESA-ES) e já participou do Strategic Advisory Group of Experts (SAGE), órgão consultivo da Organização Mundial da Saúde (OMS).

É referência em vacinação, segurança vacinal e prevenção de doenças infecciosas.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *